Publicado por: Alex Lobo | 03/02/2012

A FACE DE UM ASSASSINO – MOHAMED ALI PSICOPATA?

Há três anos atrás a cidade de Goiânia protagonizou um dos fatos mais marcantes na época que atraíram os olhares do mundo todo. O assassinato e o esquartejamento da jovem Britânica, CARA MARIE BURK, na época com 17 anos de idade, cometido por Mohamed Ali Carvalho dos Santos.

Um homicídio fora do comum, que chamou a atenção pela maneira, a frieza e a semelhança de uma psicopatia de um assassino frio, cruel e calculista.
Fato que ainda deixa bastante dúvidas em relação ao acontecimento, como a verdadeira relação entre Mohamed Ali e Carie Burk, parte da imprensa alega que eram namorados, outra parte alega que eram companheiros. A imprensa Britânica repercute pelo fato de que os dois eram companheiros à apenas três meses. Cara Marie Burk com apenas 17 anos, fazia parte da equipe de Futebol Infanto feminino do Chelsea, e que ainda não se sabe como ela conseguiu embarcar sozinha para o Brasil. Fora a hipótese de que alguns jornais britânicos alegaram que a jovem foi esquartejada com a finalidade de retirar os seus órgãos.

Na tarde do dia 26 de Outubro de 2008, em um Apartamento localizado no Setor Universitário na cidade de Goiânia, encontravam-se a vítima e o assassino, que segundo a sua versão, e um pouco provada, alem de duvidosa, estavam a quatro dias, direto consumindo drogas. Em seu depoimento, sustenta a verdade que cometeu o crime pelo fato da jovem pediu para voltar com Mohamed, pediu dinheiro emprestado e o criticou duramente pelo abuso do uso de drogas, além de ter chantageado de contar tudo a sua mãe. Momento em que relatou um detalhe importante, o assassino se dirigiu ao som, aumentou para abafar os ruídos, no momento em que Cara Burk foi ao telefone, Mohamed pegou a faca que estava usando para cortar o pó da cocaína, e desferiu vários golpes contra a vítima. Logo em seguida do assassinato, Mohamed tomou um banho, colocou o corpo num banheiro e saiu de casa, em direção a uma festa de uma amiga, no Setor Santo Hilário, onde permaneceu no local até as 10 horas do dia Seguinte. Mohamed confessa que antes de ir para a festa, tirou fotos da vítima pelo seu aparelho celular.

O assassino relata em seu depoimento que: “Com uma das mãos eu tapei a boca dela e, com a outra, segurava a faca. Ela tocou na faca duas vezes, eu cheguei a morder o braço dela e ela a soltou. Quando cheguei no apartamento, com o corpo lá, estirado e sangue espalhado é que dei conta que havia matado ela. Só no dia seguinte, cai na real”, afirmou. Foi quando decidiu que a esquartejaria. “Fui a um supermercado e comprei uma faca. Cortei primeiro a cabeça, depois os braços e, por fim, as pernas”.

Somente foi possível identificar o corpo da vítima, através das tatuagens da jovem. A Polícia Civil não teve muitas dificuldades no desfecho do Inquérito Policial, sendo dias depois confessou o crime, e retornou no local do crime para reconstituição dos fatos.
O mais comovente da história, foi o fato da família da Vítima Cara Burk, não ter condições financeiras, de viajar para o Brasil, identificar o corpo da filha e acompanhar o andamento do Inquérito Policial, muito menos acompanhar o Juri do Acusado.

No dia de seu julgamento, os corredores de acesso ao Tribunal do Juri, estava mais para uma sessão cinematográfica, marcada com uma batalha judicial entre Defesa e Acusação, que durou até alta horas da noite. Diante ao banco dos réus, o acusado demonstrava sinais de desinteresse, fingia que dormia em seu julgamento, além de debochar do promotor na hora de sua sustentação.

O Advogado de defesa Carlos Augusto Trajano, alegou a simulada e mentirosa tese de que Mohamed apresenta problemas psiquiátricos, que de alguma maneira não pode ser preso, mas que precisa de um tratamento clínico. O que não poderia passar pelos jurados era que, como uma pessoa com problemas psíquicos não seria tão calculista ao ponto de aumentar o volume do só para matar a jovem Cara Burk?

Sustentado pela defesa, que seus problemas psiquiátricos era desde a infância, quando Mohamed pendurava um gato por um cordão, para brincar com PittBul, uma tese totalmente esdrúxula e mentirosa, esse fato nunca aconteceu, a defesa para derrubar a possibilidade de Mohamed pegar a pena máxima. E ainda por cima, a ousadia de confeccionar uma boa imagem do assassino, Mohamed Ali agora é um pai, é chefe de família.
Segundo o promotor de Justiça Mirton Marcolino, ele premeditou, planejou e executou o crime com frieza e brutalidade. Mohamed é completamente imputável e não é antissocial nem psicopata.

Diante de toda repercussão, dentro do Tribunal do Juri, Mohamed Ali foi condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado e por ocultação de cadáver, no que lhe resultou a pena por apenas 21 anos, dos possíveis 35, que seria a sua pena máxima. Tempo que não cumprirá nem a metade em regime fechado.

Em 2010, cumprindo pena no Presídio Estadual Odemir Guimarães na cidade de Aparecida de Goiânia, Mohamed Ali tenta matar um companheiro de cela, com dez facadas, pelo simples fato da vítima enviar uma mensagem para sua namorada por meio de um aparelho celular dentro do próprio presídio. A mesma que na qual a engravidou por meio de frequência de visitas íntimas.

Infelizmente temos que conviver em um sistema que acoberta verdadeiros vermes da sociedade, que usa a cortina do Direito pra se esconder das brandas penas que o nosso Sistema Penal oferece. O Principio da ampla defesa deveria ser defeso e direito para os cidadãos, e não para assassinos cruéis, dotado de uma adolescência rebelde, um rapaz mimado, de que não se arrepende nem um minuto da vida que tirou, da dor que causou em toda uma família.

Um criminoso da categoria de Mohamed Ali Carvalho dos Santos, um assassino frio, cruel e calculista, que se disfarça na pele de um psicopata inconseqüente, é um verdadeiro perigo para a sociedade, tem que ser repreendido em um sistema de segurança máxima, uma pessoa de alta periculosidade, juntamente com outros bandidos perigosos.

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