Publicado por: Alex Lobo | 27/01/2012

ILHA DE ALGODOAL – PA

Algodoal é um pequeno paraíso do Norte Atlântico Brasileiro, uma ilha brasileira localizada no município de Maracanã no estado do Pará, a 160km da Capital Belém. Seu nome é Maiandeua, mas é mais conhecida como ilha de Algodoal. Maiandeua tem origem no tupi e significa “Mãe da Terra”. A ilha é chamada de Algodoal em virtude da abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 1920.

Algodoal é, também, o nome da maior vila, das quatro que existem na ilha. As outras três são Fortalezinha, Camboinha e Mocooca. Estas quatro vilas são separadas entre si por porções de manguezais e seccionadas em alguns pontos por canais de maré. Os 19 km² da Ilha de Algodoal são marcados pela tranquilidade, pelos cenários maravilhosos que atraem turistas de todo o mundo que nunca se decepcionam com a sua natureza bucólica, bela e dadivosa. A comunidade da ilha é formada por pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo. Um lugar repleto de atrativos naturais de natureza selvagem, praias desertas, dunas paradisíacas, flora e fauna bastante diversificada.

A energia elétrica somente foi introduzida na ilha em janeiro de 2005 e o abastecimento de água é realizado por meio de poços artesianos que fornecem água de excelente qualidade.

Os meios de transporte existentes são a bicicleta, o barco (a motor ou a remo) e a carroça puxada por cavalo. Veículos terrestres motorizados não podem entrar na ilha.

A vila de Algodoal é a principal por ser a maior, a que possui a melhor infraestrutura para acomodação de turistas. Um dos bairros, o Kamambá, recebeu esse nome para homenagear um dos primeiros habitantes da ilha e filho de escravos, o Srº João, mais conhecido como Kamambá.

Algodoal hoje é um dos lugares mais procurado pelos paraenses para a passagem do Revellion, alvejada por turistas de diversas partes do Brasil e do Mundo. Bares em diversos locais da ilhas com músicas regionais e até com pop Rock, muito Reagge e MPB.

Com Pousadas e Hotéis aconchegantes repletas de eventos, incluve com lutas de MMA ( UFC), ao vivo, nas proximidades das Pousadas um dos atrativos da ilha. Seu acesso apenas por embarcação autorizada por uma cooperativa de embarção Marítima, legalizada pelo 4º Distrito de Capitania de Portos.

A lei estadual 5.621 de 27 de novembro de 1990 criou a Área de Proteção Ambiental Algodoal/Maiandeua com a área de 2.378hectares.


Algumas atividades são proibidas no local:
 A implantação e o funcionamento de indústrias potencialmente poluidoras;
 A realização de obras de terraplenagem e a abertura de canais;
 Atividades que possam provocar erosão das terras ou assoreamento das condições hídricas;
 Atividades que ameacem extinguir as espécies da biota regional, como caça e pesca;
 O uso de biocidas (pesticida, herbicida, etc) quando indiscriminado ou em desacordo com as normas ou recomendações técnicas oficiais.

Segundo o Art. 15, da Lei n° 9.985/2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.

PONTOS NEGATIVOS DA ILHA
• Sempre um cuidado recomendado ao se deparar com lugares desconhecidos, principalmente cercados de natureza selvagem, destaque nas localidades da praia da Princesa, voltada para o Oceano, na grande presença de águas-vivas, que causa queimaduras nos locais de contato com a pele.
• O alto custo de preços nas pousadas, bares e restaurantes, com valores bem acima do absurdo.
• Sujeiras deixadas pela passagem de turistas, principalmente em eventos como passagem de ano novo, época que atrai bastante gente na ilha.
• Precária segurança como a ausência de postos policiais na localidade, apesar de ser um lugar tranquilo de baixa criminalidade. Fato que facilita a entrada de entorpecente na ilha.
• A qualidade precária principalmente no atendimento em Bares, restaurantes e pousadas, marcada pela falta de incentivo da secretaria de turismo local.

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Responses

  1. lugar maravilhoso

    • Agradeço a sua participação em nossas matérias, acompanhe sempre estamos sempre recheados de muitas novidades!

  2. Bem,primeiro uma correção à matéria,o nome da ilha é Maiandeuá (da tupi guarani mãe da terra) Algodoal é o nome da principal vila,segundo,a vila conta com posto policial sim e durante os feriados equipes são deslocadas para a área aumentando o contingente policial,terceiro,todo o lixo deixado pelos veranistas são recolhidos pela prefeitura e remetido de barco para o continente,quarto,quanto as aguas vivas(caravelas) apenas aparecem em pouca quantidade em épocas reprodutivas,enfim é um lugar lindo que vale muito a pena visitar,mas,sempre com os devidos cuidados ecológicos e preservativos,pois trata-se de uma APA.

    Francisco Zumba

    • Olá Sr. Francisco Zumba,
      Estamos muito agradecido em visitar nossas matérias e honrados pela nobre opinião e critíca, que para nós são laços de profundo respeito e consideração.
      A questão sobre os problemas na Ilha, alem da presença da equipe nas datas de 03 a 05/01/2012.
      Foi relatado no próprio Jornal Liberal nos dias de 02 a 17/01/2012, infelizmente não conseguimos localizar a matéria.
      Mas há um equívoco entre as entidades, uma ilha localizada em território Nacional, segundo a constituição e o Código Florestal são de prioridade como um bem da União.
      Existe uma sequencia de fatores que viola o novo Código Florestal.
      Deveria ser protegida pelo IBAMA, e não há a presença de nenhum órgão de preservação do Governo Federal, assim como a Ilha de Fernando de Noronha.
      Realmente é um lugar paradisíaco que deveria ser preservado e cuidado não só pelos moradores e turistas mas tambem pelas entidades estatais.

  3. Olha torço pra que o norte como um todo,nunca entre no turismo como conhecemos, ele invarialvelmente e predatorio, formatador das tipicidades unicas,(orlas iguais,atendimentos,estadias padrão nordeste)acho que o turismo deve ser encarado tb com outras potencialidades alem da inplatação de um mero conforto (destruidor e planificador das belezas unicas de cada lugar) a propria rusticidade deve ser encarada não so como um meio de preservar ,mais como uma peculiaridade,a adptação para os que vem de longe deve ser vista com cuidado,o local merece mais respeito que simples gastadores,com certeza um local assim mais preservado tem seu publico


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